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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Confetes e Serpentinas


Jolivaldo Freitas*
  - “Respeitem a voz do povo, respeitem a voz do gueto” – bradou o cantor/animador/vereador Igor Kanário do alto do trio, no Campo Grande, levando e levado por uma multidão-pipoca incalculável, um tsunami de arrepiar, temer, tremer e respeitar.  Juventude, de todas as periferias, num transe inexplicável.
   É ingênuo e burro ignorar o significado desse fenômeno de massa. Coisa pra estudo. Pela linguagem usada, pelo apelo, pela provocação, comportamentos.
  Entendam e reflitamos: o que significa o ‘fora Temer’ de grupelhos, aqui e acolá, perante aquilo que vimos na pipoca do Kanário?  É golpe ?  Povo, o que é povo?
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 - No campo das pipocas, depois do ‘passarinho’ só Saulo. Arrasta, noutro patamar, um outro público. E a soberana Ivete, carismática.
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 - Louvo a Didá, o Cortejo Afro, as Muquiranas, animadíssimas. A Mudança foi engolida pelo sindicalismo e precisa se reinventar. Já.  O historiador/pesquisador Gildásio Vieira de Freitas promete um livro sobre os 90 anos da Mudança do Garcia. Merece.
- Deplorável o uso da violência (cenas de rua) como produto de consumo por alguns apresentadores e programas de TV. Pra eles a desgraça dá dinheiro, é o que conta.
*
- A Bahia presente nos desfiles das escolas de samba de São Paulo e Rio. A Peruche exaltando a nossa cultura (aqui desprezada) e a Vai-Vai homenageando Mãe Menininha, o Gantois e seu Axé presentes no desfile dourado da escola.
- No Rio, deslumbrante o desfile da Tuiuti com o tema Tropicália. Pena que um carro alegórico da escola, desgovernado, atingiu mais de 20 pessoas, alguns feridos em estado grave. Mas que cores!
- Ivete encantadora e a todo vapor homenageada pela Grande Rio de Duque de Caxias. Muita energia. Não gostei muito do resultado carnavalesco das coreografias, mas...  o samba enredo arrepiou.
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- Diálogos ouvidos nos circuitos:
Duas mulheres:  - Olhe ali aquele gato !   - Ah, fia, cansei de home, meu gosto agora é por cerveja.
Dois homens: - Vamos sair no broco ?  - Se saia, véi ! Num sô chegado a me esfregar cum home não, e pior suado e fedorento.
*
 - Na madruga dessa segunda, três da manhã, buzu lotado, uma galerinha do mal da Boca do Rio meteu pedra, quebrando os vidros de umas quatro janelas, o motorista em pânico, os passageiros, alguns feridos, a gritar ‘não para, não para, leva o buzu!’. O motô pisou no acelerador e evitou o arrastão da orla, na madruga.
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27fev2017

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