"Ação do Ibama é política diz Marina em Belo Horizonte"
Wilson Dias/ABr
Fundador da Natura, Leal foi levado ao noticiário na condição de “investigado” do Ibama.
Uma das empresas do vice de Marina, a Modusvivendi Participações Ltda., mantém uma fazenda na cidade baiana de Uruçuca.
Na quinta-feira da semana passada, inspetores do Ibama visitaram a propriedade. Diz-se que foram guiados por uma denúncia.
Denúncia de quem? O Ibama não informa. Apressou-se em difundir, porém, o resultado da inspeção.
Leal estaria erigindo, em área imprópria, “edificações que alteraram a paisagem natural de área de Mata Atlântica”.
Quem disse foi o próprio presidente do Ibama, Abelardo Bayma, numa nota enviada à reportagem da Folha.
O “investigado” diz não ter recebido notificação do Ibama. Declara-se “aberto” a prestar “qualquer esclarecimento”.
Sustenta, der resto, que dispõe de "todas as licenças e autorizações dos órgãos competentes".
Lula deveria chamar para uma conversa o senhor Abelardo Bayma. Renderia homenagens ao bom senso se pedisse pressa ao mandachuva do Ibama.
Se o Ibama investiga a fazenda do vice de Marina, não deveria ter permitido que, em fase embrionária, as suspeitas ganhassem o noticiário.
Se permitiu que a coisa virasse manchete, deveria demonstrar cabalmente que sua inspeção tem começo, meio e perspectiva de fim.
Se não acomodar a coisa em pratos asseados, levará a platéia a prestar mais atenção em Marina Silva. A acusação de “vale-tudo” começará a fazer nexo.
Em meio à mais disputada eleição presidenial da história, o desempenho de Marina vai determinar se haverá ou não segundo turno. Para alguns, o ideal seria que a candidatura verde definhasse.


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