Sandra Paulsen*
Hoje eu gostaria de levar você para um passeio por Estocolmo no verão. Eu sei, é um tema recorrente nas Cartas de Estocolmo. Mas, hoje, eu proponho um “passeio” diferente. Em lugar de letras, apresento fotografias tiradas durante minha pedalada diária ao trabalho. Assim você verá um pouco da Estocolmo do dia-a-dia. No verão, é claro!
Na primeira imagem, aparece Hammarby Sjöstaden, bairro onde moro e que se vê em filmes como Nina Frisk (2007) e A Midsummer of Love (Sommaren med Göran, 2009).
A seguir, uma fotografia tirada enquanto pedalava por Danvikstull, onde a ponte levadiça dá passagem para os barcos que saem do Lago Mälaren para o Mar Báltico, via eclusa de Hammarby. Pode-se ver a silhueta redonda do Globen ao longe.
A imagem seguinte mostra a chegada a Slussen, a principal eclusa, ponto central da cidade, ligando o bairro de Södermalm à Cidade Velha (Gamla Stan).
Na foto seguinte, tirada na frente do castelo real, vê-se o Grand Hotel na outra margem.
Depois de passar pela ponte, chega-se ao jardim real, Kungsträdgården, que se vê na imagem seguinte.
A próxima foto foi tirada ao cruzar Nybrokajen, ponto de chegada de barcos de turismo, para tomar a avenida beira-mar, Strandvägen. Esse passeio à beira-mar é a rua mais chique da cidade, assim como eram antigamente a Av. Atlântica ou a Vieira Souto, talvez.
Na penúltima imagem você vê meu atual local de trabalho, em Gärdet. É um bairro de amplos gramados, bom para passeios e recreação. Daqui, é um pulinho para a ilha de Djurgården, onde ficam Skansen (o museu a céu-aberto e jardim zoológico) e os canais que são local de passeio e destino turístico típico em Estocolmo.Aliás, Djurgården, cuja ponte você pode ver na última imagem, é também locação famosa em filmes como Ogifta Par, de 1997.
Você perguntará: por que isso agora? Porque, enquanto pedalava e tirava fotos, eu ia pensando no que já disse aqui muitas vezes.
Estocolmo é um sonho, em um país que, há não mais de 140 anos, era uma das nações mais pobres e miseráveis da Europa. Para a Suécia de 1840-1870, os europeus do sul, então muito mais ricos, enviavam até sapatos de crianças, cobertores e víveres. A população morria de fome e emigrava em massa (mais de um milhão de pessoas) para os Estados Unidos.
Como eles construíram o que são hoje?
Com democracia, muita luta, seriedade, objetivos claros, vontade, certamente com a paixão que a gente acha que eles não têm.
Nós também podemos construir uma sociedade de bem-estar. Não é só um sonho!
Qualquer dia desses, volto pra minha terra, levando comigo o que aprendi nesses anos aqui. Espero, de um jeito ou de outro, humildemente, mas com muita paixão, ajudar na concretização desse sonho de todos nós!
Acredita aí, gente! Boa campanha eleitoral e boas eleições!
PS: Antes que você pergunte, a resposta é não. Não sou candidata a nada, não confesso meu voto, nem tenho pretensões políticas... Mas... “I have a dream”.
*Leitora do blog do Noblat, Sandra Paulsen, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há mais de uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental. Escreve no Blog sempre às sextas-feiras


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