REFORMAS DO SISTEMA POLÍTICO E DO MODELO TRIBUTÁRIO FICAM MAIS FACEIS.
SE FOR ELEITA, DILMA NÃO DEVERÁ TER PROBLEMA NO SENADO.
O Se as eleições fossem hoje, a aliança que comporá a base de um eventual governo Dilma Rousseff (PT) ficaria com 9 a 12 das 16 vagas nos oito colégios eleitorais pesquisados, enquanto a aliança de eventual governo José Serra (PSDB) ficaria com 4 ou 5.
Eliane Cantanhêde*
O fenômeno Netinho (PC do B) em São Paulo e as linhas vermelhas ascendentes nas eleições para o Senado no Rio, em Minas, em Pernambuco, na Bahia, no Rio Grande do Sul e no Paraná refletem a disparada de Dilma Rousseff e a estratégia de Lula de investir pesadamente no fortalecimento das bancadas aliadas no Congresso.
A tradição mostra que governador não faz oposição ao Planalto, mas bancadas frágeis na Câmara e no Senado são dor de cabeça na certa.
Foi no Senado, por exemplo, que Lula sofreu sua mais doída derrota: o fim da CPMF (imposto sobre cheques), em 2009, desfalcando os cofres em R$ 40 bilhões ao ano.
Assim, Lula impôs, e o PT aceitou abrir mão de candidaturas a governos estaduais para se concentrar na eleição para o Congresso, em especial para o Senado -serão renovadas 54 das 81 vagas.
Hoje, são 47 senadores governistas, 31 de oposição e 3 neutros. A expectativa é que a base aliada dê um pulo e que a bancada do PT, com 9 cadeiras, ultrapasse as do PSDB e do DEM (14 cada uma) e chegue ao segundo lugar, atrás só do PMDB.
Além do pulo quantitativo, a bancada petista -até agora verde- deve dar um salto de qualidade, com nomes experientes como Marta Suplicy (SP), Lídice da Mata (BA) e Gleisi Hoffman (PR).
Caso seja eleita, Dilma só terá problemas no Congresso com a disputa entre PMDB e PT. Nada grave. O PMDB não ameaça atritar além do suficiente para ampliar suas esferas de poder na máquina.
O risco é o excesso de força de um possível governo Dilma, com a oposição na lona, maioria no Congresso que nem Lula teve, sem pressão de movimentos sociais, de braços dados com o grande capital e maioria popular.
O Senado, último reduto de resistência a esse novo pensamento único, acaba de cair com a recente pesquisa.
SE FOR ELEITA, DILMA NÃO DEVERÁ TER PROBLEMA NO SENADO.
O Se as eleições fossem hoje, a aliança que comporá a base de um eventual governo Dilma Rousseff (PT) ficaria com 9 a 12 das 16 vagas nos oito colégios eleitorais pesquisados, enquanto a aliança de eventual governo José Serra (PSDB) ficaria com 4 ou 5.
Eliane Cantanhêde*
O fenômeno Netinho (PC do B) em São Paulo e as linhas vermelhas ascendentes nas eleições para o Senado no Rio, em Minas, em Pernambuco, na Bahia, no Rio Grande do Sul e no Paraná refletem a disparada de Dilma Rousseff e a estratégia de Lula de investir pesadamente no fortalecimento das bancadas aliadas no Congresso.
A tradição mostra que governador não faz oposição ao Planalto, mas bancadas frágeis na Câmara e no Senado são dor de cabeça na certa.
Foi no Senado, por exemplo, que Lula sofreu sua mais doída derrota: o fim da CPMF (imposto sobre cheques), em 2009, desfalcando os cofres em R$ 40 bilhões ao ano.
Assim, Lula impôs, e o PT aceitou abrir mão de candidaturas a governos estaduais para se concentrar na eleição para o Congresso, em especial para o Senado -serão renovadas 54 das 81 vagas.
Hoje, são 47 senadores governistas, 31 de oposição e 3 neutros. A expectativa é que a base aliada dê um pulo e que a bancada do PT, com 9 cadeiras, ultrapasse as do PSDB e do DEM (14 cada uma) e chegue ao segundo lugar, atrás só do PMDB.
Além do pulo quantitativo, a bancada petista -até agora verde- deve dar um salto de qualidade, com nomes experientes como Marta Suplicy (SP), Lídice da Mata (BA) e Gleisi Hoffman (PR).
Caso seja eleita, Dilma só terá problemas no Congresso com a disputa entre PMDB e PT. Nada grave. O PMDB não ameaça atritar além do suficiente para ampliar suas esferas de poder na máquina.
O risco é o excesso de força de um possível governo Dilma, com a oposição na lona, maioria no Congresso que nem Lula teve, sem pressão de movimentos sociais, de braços dados com o grande capital e maioria popular.
O Senado, último reduto de resistência a esse novo pensamento único, acaba de cair com a recente pesquisa.
Em São Paulo, Marta Suplicy (PT) manteve o mesmo patamar de 32% e continua liderando a disputa paulista.
O senador Romeu Tuma (PTB), que tenta a reeleição, caiu para a quarta posição, com 16% (tinha 23%). Ciro Moura (PTC) aParece em quinto, com 13%, e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) cresceu quatro pontos e chegou à sexta posição, com 9%.
OUTROS ESTADOS
Na Bahia, o atual senador Cezar Borges, que busca a reeleição e integra a chapa de Gedell Vieira Lima (PMDB), ainda lidera com 32 pontos, mais caiu 7 pontos. Os candidatos da chapa do governador Jacques Wagner subiram. Lídice de 20 para 22 pontos e Pinheiro de 19 para 21 pontos. O ex-prefeito de Feira de Santana , José Ronaldo aparece com 12 pontos, Edvaldo Brito com 7 , José Carlos Aleluia, com 6 e Edson Duarte do PV aparece com 4 pontos.
No Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP), que estava em terceiro lugar com 33%, subiu 11 pontos e assumiu a liderança. Seu partido declarou apoio informal a Dilma. O ex-governador gaúcho Germano Rigotto (PMDB) tem agora 42% (tinha 43%) e a seguir aparece Paulo Paim (PT), com 38% (tinha 35%).
Minas Gerais continua sendo o único Estado onde o cenário é amplamente favorável aos tucanos. Aécio Neves (PSDB), o candidato mais bem votado entre todos pesquisados pela Datafolha, lidera com 70% (ele tinha 68% no levantamento anterior).
Em segundo está o aliado Itamar Franco (PPS), com 44% (tinha 47%). Fernando Pimentel (PT) subiu cinco pontos e agora tem 25%.
No Rio de Janeiro, enquanto o senador Marcelo Crivella (PRB) caiu de 40% para 37%, Cesar Maia (DEM) oscilou de 33% para 32%, e Lindberg Farias (PT), de 22% para 24% de intenção de voto.
Os outros Estados pesquisados e o Distrito Federal têm aliados de Dilma na liderança


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