Juca Kfouri*
O presidente do Corinthians disse que a CBF aprovou o projeto sem vê-lo, graças à credibilidade do clube.
O governador de São Paulo disse, agora há pouco, que Itaquera foi “o que sobrou”.
O prefeito admitiu que será preciso mais dinheiro do que os orçados R$ 300 milhões para que o estádio receba a abertura da Copa do Mundo, uns R$ 180 milhões a mais.
O Morumbi foi objeto de três inspeções físicas da Fifa e mandou quase três dezenas de relatórios e dele se exigiram R$ 650 milhões para fazer sua reforma.
Mas o estádio corintiano, dizem, custará menos que a reforma do são-paulino!
Sem, é claro, por enquanto, nenhuma inspeção ou relatório.
Embora falte quase tudo na região de Itaquera.
Por mais generosa que seja a empreiteira que erguerá a arena, é óbvio que o agrado ao presidente da República será recompensado no futuro governo.
Como é evidente que a aliança tucano/demo, que quer salvar os anéis na eleição estadual porque a federal está perdida, está fazendo de tudo para tirar o impacto do anúncio que seria feito amanhã com Lula no Parque São Jorge.
Por isso a visita do governador tucano e do prefeito demo ao terreno onde se construirá o estádio para 48 mil torcedores, que serão, graças às arquibancadas retráteis, provisórias, 65 mil para a abertura da Copa.
Por Juca Kfouri às 12:24
Abertura em Itaquera é confirmada, mas ainda depende de verba extra
Gustavo Franceschini*
Em São PauloAlberto Goldman, governador de São Paulo, confirmou, nesta segunda, que há um acerto para que o terreno do futuro estádio do Corinthians em Itaquera seja usado para a abertura da Copa do Mundo de 2014. No entanto, isso só vai acontecer se houver investidores para bancar o aumento da capacidade da arena.
O projeto de R$ 350 milhões apresentado pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, é de um estádio para 48 mil pessoas, sendo que a Fifa exige 65 mil para sediar a abertura de um Mundial. Portanto, além de encontrar investidores para erguer a arena, os interessados na organização da Copa em São Paulo terão que levantar uma verba extra de até R$ 180 milhões.
Durante a visita ao terreno, Goldman lembrou que o presidente da CBF e do comitê organizador já concordou em colaborar nessa empreitada: “O Ricardo Teixeira disse que é possível fazer o upgrade. Não há mais dúvidas sobre a abertura, mas ainda há passos a serem dados”, esclareceu.
JUCA COMENTA
O governador de São Paulo disse, agora há pouco, que Itaquera foi "o que sobrou". Leia mais
Já o prefeito Gilberto Kassab, também presente no evento, foi claro ao ressaltar que, se não houver essa verba extra para aumentar a capacidade do estádio, o comitê organizador terá de pensar em outra sede para o primeiro jogo do Mundial: “Estamos anunciando que será a abertura. Mas, se não tiver mais que 48 mil lugares, a abertura não será em São Paulo”.
A mudança de rumos aconteceu ao longo das últimas cinco semanas, desde que o governador e o prefeito se reuniram com Ricardo Teixeira e pediram mais tempo para o projeto do Morumbi.
Segundo Kassab, o cartola autorizou a busca por investidores no estádio são-paulino, mas pediu uma segunda opção, que seria o Piritubão. Responsável pela construção do centro de convenções no local, a construtora Odebrecht (a mesma que vai erguer o estádio do Corinthians) disse que não há tempo hábil para erguer a instalação na zona oeste de São Paulo.
O problema com o Piritubão é o fato dele ser público. Desse modo, todo o processo licitatório aumentaria o tempo da obra, que ainda teria mais dificuldades com a obtenção de licenças ambientais que Itaquera, por exemplo.
Neste cenário, Kassab e Goldman apresentaram o projeto corintiano para Ricardo Teixeira, explicando que o poder público paulista não faria investimentos na construção. O presidente da CBF, então, teria se comprometido a buscar apoio financeiro para viabilizar a ampliação da capacidade.
Teoricamente, os R$ 350 milhões para o estádio de 48 mil estão garantidos. A Odebrecht comprou os naming rights do espaço, e agora é a responsável pela busca de empresas que tenham interesse em nomear a nova casa do Corinthians.
O presidente do Corinthians revelou ainda que, se a Odebrecht não conseguir nenhuma empresa que queira comprar o direito de nome do estádio, o clube vai devolver toda a verba gasta na construção da arena.


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