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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Brasil fica em penúltimo lugar no ranking de competitividade

Ganhar da Argentina é sempre bom. Mas desta vez, o motivo não é muito nobre. O Brasil permaneceu no penúltimo lugar em um ranking de competitividade com 14 países concorrentes, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Segundo o estudo, a economia brasileira ficou somente à frente da Argentina, que está passando por uma grave crise financeira. A posição brasileira na lista referente a 2014 é a mesma nos dois anos anteriores. E para fazer o levantamento, são analisados oito fatores, com 51 variáveis, todas decisivas para a conquista de mercados. São aspectos como mão de obra, custo de capital, infraestrutura e conjuntura macroeconômica. No topo da lista, de acordo com a CNI, aparece o Canadá, seguido da Coreia do Sul e Austrália. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, o Brasil só escapa das últimas posições nos quesitos: disponibilidade e custo de mão de obra, além de tecnologia e inovação. O pior desempenho brasileiro está no acesso e custo de capital, devido à combinação entre alta taxa de juros básicos e maiores spreads bancários, que é a diferença do custo do dinheiro captado pelos bancos e o quanto eles repassam para o cliente.
Avaliação do Brasil em oito fatores decisivos da competitividade
Disponibilidade e custo da força de trabalho: Esse é o quesito que o país tem o melhor desempenho. Fica em quarto lugar no ranking, atrás de México, Chile e Colômbia. Embora tenha boa oferta de trabalhadores, o potencial competitivo do Brasil nesse fator fica comprometido pela baixa produtividade destes, que só é melhor do que a da Índia e a da China. 
Disponibilidade e custo do capital: O Brasil ocupa a última posição do ranking no fator disponibilidade e custo de capital.  "O país tem a mais alta taxa de juros real de curto prazo — de 9,75%, e o maior spread da taxa de juros — de 19,6%, percentuais cerca de três vezes superior ao registrado na Colômbia", diz o estudo.
Infraestrutura e logística: O país perdeu uma posição no fator infraestrutura e logística e, em 2014, ficou em penúltimo lugar nesse quesito, à frente apenas da Colômbia. Essa queda é resultado, especialmente, da piora do subfator alfândega e operadores, em que o país caiu da 8ª posição em 2013 para a 13ª em 2014. A avaliação do país recuou em todos os itens avaliados nesse subtema eficiência nos processos de liberação alfandegária, capacidade logística, pontualidade no cumprimento de prazos e rastreabilidade.
Peso dos impostos: O Brasil avançou da 14ª para a 13ª posição nesse fator e trocou de lugar com a Espanha, que apresentou um aumento do conjunto de impostos pagos pelas empresas como percentagem de seus lucros, de 38,7% para 58,2%.
Ambiente macroeconômico: O Brasil caiu do 10º lugar em 2013 para o 12º neste fator. A piora no ambiente macroeconômico é resultado, sobretudo, da queda do investimento estrangeiro direto no país, que recuou de 2,9%  para 2,85% do PIB, enquanto que, nos demais países avaliados, o investimento estrangeiro direto aumentou. No México, por exemplo, a taxa passou de 1,08% para 2,80% do PIB.
Ambiente microeconômico: O Brasil subiu da 13ª para a 11ª posição no ranking, especialmente porque melhorou o desempenho do país na variável intensidade da concorrência no mercado doméstico. Conforme pesquisa de opinião, em uma escala de 1 a 7, a avaliação do Brasil em intensidade da concorrência subiu de 5  para  5,3. Quanto maior a intensidade da concorrência, maior é a competitividade do país.
Educação: O Brasil está em nono lugar entre 11 países para os quais se dispõe de informação no fator educação.  Duas de três dimensões associadas a esse fator colocam o Brasil no terço inferior do ranking: disseminação da educação, que reflete a queda no número de estudantes matriculados no ensino médio, e qualidade da educação. Apenas na variável recursos destinados à educação que o Brasil aparece em posição mais favorável. "O contraste entre essas dimensões é observado desde o relatório de 2010 e põe em questão a eficiência e eficácia do gasto público no país", diz o estudo.
Tecnologia e inovação: O Brasil é o oitavo da lista neste quesito e ocupa posição intermediária no ranking (do 6º ao 10º lugar) nos subfatores associados à tecnologia e inovação: apoio governamental e Pesquisa e Desenvolvimento e inovação nas empresas.  Mas o país caiu da nona para a 10ª posição no subfator política de compra governamental de produtos de tecnologia avançada. 

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