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domingo, 10 de maio de 2015

Procurador acusa AGU de defender empreiteiras


Quem defende que apenas os executivos das empresas sejam punidos e que as empresas não devam ser punidas, faz apologia à impunidade.”
A frase certeira é de Julio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público Federal junto ao Tribunal de Contas da União, em petição entregue na quinta-feira (5) ao ministro do TCU Augusto Nardes, o homem que vem brecando o golpe do PT contra a Operação Lava Jato.
Julio Marcelo se refere ao governo de Dilma Rousseff, a presidente que desde janeiro não só defende isto, como despachou o advogado-geral Luís Inácio Adams para executar o plano de permitir que acordos de leniência entre as empreiteiras e a Controladoria-Geral da União sejam feitos à margem da Justiça, sem maiores reveses para as empresas.
Como Nardes quis escutar o lado da Controladoria, o procurador tratou de detonar os argumentos dos comparsas do PT nesse âmbito, afirmando que um eventual acordo com a CGU não pode ser usado como “um pequeno e conveniente purgatório por onde as empresas podem escapar do inferno da inidoneidade para regressar felizes ao paraíso da impunidade”.
Eu havia escrito aqui: “O PT negocia impunidade como suposto remédio para desemprego, mas, como todo remédio oferecido pelo PT, este é só mais um que agrava o problema.”
Depois Rodrigo Janot, procurador-geral da República, seria apenas mais polido em nota:
“Embora legítima a preocupação do governo com consequências econômicas e sociais, a maior preocupação deve ser com as consequências econômicas e sociais da corrupção praticada e em desenvolvimento (…) quanto menor a corrupção na sociedade, melhores são as condições para o desenvolvimento econômico e social.”
Na petição, Julio Marcelo ainda acusou o governo de “terrorismo” e “chantagem”:
“É preciso que se pare com a falácia de que se as empresas não fizerem acordo de leniência com a CGU e forem punidas, o Brasil vai parar, todas vão desaparecer, milhares de pessoas vão perder seus empregos. Isso é apenas terrorismo e chantagem. O que se espera que pare de funcionar efetivamente é o propinoduto alimentado por essas empresas para o enriquecimento ilícito de agentes públicos e o financiamento inadequado de partidos e campanhas políticas.”
Perfeito. Eu apoio os procuradores do MPF. Eu apoio o juiz Sérgio Moro.
Quem já parou o Brasil foi Dilma Rousseff, como mostra a inflação a 7,70%, o maior nível desde maio de 2005. Eles só estão tentando fazer o país voltar a andar.
Felipe Moura

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