*Osvaldo Campos Magalhães em coautoria com Claude AI.
E se o ministro Edson Fachin não tivesse anulado as condenações de Lula? E se o STF tivesse ratificado a setença de prisao por corrupção passiva e lavagem de dinheiro?
Fachin teve uma trajetória juvenil ligada a movimentos estudantis e à esquerda, foi incentivado politicamente por seu professor de literatura, Edílio Ferreira. Segundo o ministro, o professor era um homem progressista e vinculado aos movimentos de esquerda e ao Partido Comunista, sendo o responsável por lhe "mostrar o mundo com outros olhos" e despertar seu interesse pelo debate social .
A decisão do Ministro Fachin, criou em uma grande parcela da sociedade brasileira um grande sentimento de revolta, que alimentou o crescimento da extrema direita, que passou a ser personificado pelo deputado Jair Bolsonaro, que viria a obter uma expressiva vitória contra o Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais.
Em um cenário hipotético no qual a polarização política tivesse perdido força, Jair Bolsonaro não teria capitalizado os votos anti Lula e PT e, talvez, Ciro Gomes poderia ter chegado à Presidência, enquanto João Amoêdo e o Partido Novo teriam encontrado espaço para influenciar os rumos econômicos do país.
O Brasil poderia ter experimentado uma combinação entre o planejamento econômico defendido por Ciro e as propostas liberais de Amoêdo, centradas na redução da burocracia, na responsabilidade fiscal, na liberdade de empreender e na modernização do Estado.
O protagonismo de João Amoêdo poderia ter sido decisivo para ampliar a agenda liberal no governo. Com maior participação na formulação de políticas públicas, o Partido Novo poderia defender reformas administrativas, simplificação tributária, privatizações criteriosas, abertura econômica e redução de privilégios na máquina pública. O objetivo seria criar um ambiente favorável aos investimentos, à concorrência e à geração de empregos, diminuindo a dependência de um Estado excessivamente burocrático.
Outro pilar dessa transformação seria a meritocracia. A valorização da competência, da produtividade e dos resultados poderia orientar tanto a gestão pública quanto as oportunidades profissionais. Na educação, investimentos em qualidade e formação técnica ajudariam a preparar os brasileiros para um mercado de trabalho mais competitivo. A meritocracia, entretanto, precisaria estar acompanhada de oportunidades reais, para que a origem social não determinasse o futuro de cada cidadão.
Nesse cenário, Ciro Gomes poderia contribuir com sua experiência administrativa e propostas de desenvolvimento nacional, enquanto Amoêdo atuaria como uma referência na defesa de reformas liberais. Essa combinação não seria automática nem livre de conflitos, mas poderia abrir espaço para um debate menos concentrado em disputas ideológicas e mais voltado à eficiência econômica, à responsabilidade na gestão dos recursos públicos e aos resultados concretos.
Como estaria o Brasil hoje? É impossível afirmar com certeza. Contudo, reformas bem executadas poderiam ter favorecido o empreendedorismo, a produtividade e a atração de investimentos. Uma administração comprometida com o equilíbrio fiscal e a melhoria dos serviços públicos também poderia ampliar a confiança nas instituições e criar condições para um crescimento sustentável.
A grande oportunidade dessa história alternativa estaria na possibilidade de aproximar o desenvolvimento econômico da eficiência do Estado e da valorização do mérito. Mais do que imaginar um país sem polarização, seria pensar em um Brasil capaz de aproveitar diferentes ideias para construir políticas duradouras, nas quais a liberdade econômica, a responsabilidade fiscal e a igualdade de oportunidades ocupassem lugar central no projeto nacional.
*Osvaldo Campos Magalhães, engenheiro e mestre em administração, é escritor e criador do blog “ Observatório do Cotidiano.

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