Almir Santos*
Houve uma época que os compositores cantavam não o amor que sentiam pelas mulheres, mas o que desejavam que elas fossem para servi-los.
Que horror ! ! !
Compositores de renome assinaram obras, algumas imortalizadas. Vejamos:
Ataulfo Alves / Mário Lago
AMÈLIA
“As vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado, dizia
Meu filho o que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era a mulher de verdade”
EMÌLIA
“Eu quero uma mulher, que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo, me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma e sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emilia, Emília, eu não posso mais”
Roberto Silva
Celina
Mulher, Muller é Celina
As outras são imitação
Me lava os pés quando chego
E me chama de papai
Duvido que as outras façam
O que a Celina me faz
E por causa as Celina
De tudo eu serei capaz”
Jorge Veiga
Nada disso.
Não quero Amélias, Emílias nem Celinas.
Não acho nenhuma graça não ter o que comer.
Não quero cozinheira nem lavadeira, tão pouco que me lave os pés.
Quero, sim, carinhosas, cheirosas, com peitos grandes e duros.
Que seja delicada, atenciosa, mas não seja grudenta.
Sem ciúmes nem cobranças.
Que seja uma grande companheira, mas não exagerar nesse companheirismo
Que não seja intelectual nem burra.
Que não seja do contra.
Que chegue ao orgasmo com facilidade.
Que não fale muito em doença, principalmente de problema de coluna
Que não reclame dos meus moderados chopps nem dos meus noventa e tantos quilos.
E agora o Lula idealizando uma Dilma presidente. Existe?
*Almir Santos, é engenheiro, escritor e poeta


Nenhum comentário:
Postar um comentário