Antes de encarar 2013 - de resultados incertos para a indústria automobilística -, as montadoras terão neste mês a última festa de um ano no qual o mercado, embalado por estímulos do governo, caminha para renovar o recorde no volume de emplacamentos pela nona vez seguida.
As projeções dos fabricantes - divulgadas por sua entidade representativa, a Anfavea - dão conta de 367 mil veículos somente em dezembro. Algumas marcas, como Ford, General Motors (GM) e Fiat, suspenderam as tradicionais férias coletivas de fim de ano para dar conta da demanda. O volume, que inclui carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, colocaria dezembro de 2012 entre os três melhores meses da história. As vendas dos dez primeiros dias deste mês - com emplacamentos diários de 15,7 mil carros, 850 a mais do que novembro - confirmam as expectativas de aquecimento do mercado. Só pela chegada de recursos do décimo terceiro salário na economia, dezembro é um mês tradicionalmente forte. Mas, neste ano, o movimento nas concessionárias ganha força com a corrida dos consumidores nos últimos dias de redução nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Embora sempre exista a possibilidade de o governo estender o benefício, esse é o mote que vem sendo utilizado à exaustão em campanhas publicitárias e feirões de revendas e montadoras de carros. Paralelamente, os fabricantes também precisam correr para faturar o maior número possível de automóveis até o dia 31, aproveitando os descontos no tributo para entrar em 2013 com estoques formados a preços competitivos. Depois disso, o cenário passa a ser mais desafiador. A partir de janeiro, os descontos automáticos no IPI darão lugar a um regime automotivo no qual o abatimento tributário passa a ser atrelado ao uso de autopeças locais, investimentos em inovação e engenharia, além de compromissos de melhora na eficiência energética dos automóveis. Há um consenso entre analistas e representantes da indústria de que as vendas vão perder ritmo nos dois primeiros meses do ano. As divergências, contudo, estão na velocidade de retomada do mercado ao longo de 2013. A indústria se apoia na evolução da renda, na redução dos juros e na tendência de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para projetar uma alta de 3,5% a 4,5% do mercado automotivo brasileiro, o quarto maior do mundo. Por outro lado, preocupados com o cenário do crédito - pressionado pela curva de inadimplência que resiste a cair - e os efeitos da antecipação de compras, analistas de consultorias especializadas no setor apontam o risco de retração nos emplacamentos - que seria evitada apenas com a manutenção do IPI reduzido. Mesmo assim, as partes concordam na tendência de recuperação de alguns dos segmentos que passaram por dificuldades neste ano. Na esteira da decisão do governo de manter os juros reduzidos nos financiamentos de bens de capital, a Anfavea, por exemplo, projeta crescimento de pelo menos 7% nas vendas de caminhões em 2013.
Já a indústria de motocicletas, afetada neste ano pela seletividade dos bancos, também acredita que começará a sair do "fundo do poço". As projeções da Abraciclo, a entidade que representa o setor, apontam para um crescimento de 2,4% nas vendas e 3,7% na produção de motos no próximo ano.
Contudo, ao mesmo tempo em que alguns setores dão sinais de retomada, espera-se que as exportações de veículos continuem prejudicadas por velhos problemas de competitividade, somados agora à recessão europeia e à diminuição no fluxo comercial com a Argentina. Nas estimativas da Anfavea, anunciadas na sexta-feira, os embarques das montadoras ao exterior vão cair 4,6% no ano que vem, para 415 mil veículos.
Apesar disso, a entidade aposta numa recuperação na atividade das fábricas, que fechará este ano com a primeira queda em dez anos. Em 2012, a indústria automobilística passou boa parte do ano ajustando estoques e, como resultado, a produção mostrou queda de 2,1% até novembro. Com os estoques controlados sob níveis normais, as restrições para as importações de carros e o início das operações de algumas fábricas, a Anfavea prevê para o próximo ano um aumento de 4,5% na produção de veículos do país.
*Valor Econômico - B-12: 12/12/12
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*Por Dom PedroII**
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