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quinta-feira, 4 de abril de 2013

César Borges: A Bahia e o PR no Ministério

Daniel Rittner, André Borges e Rafael Bitencourt*  
Com a nomeação do engenheiro baiano César Borges, a presidenta Dilma Roussef finalmente colocou o Estado da Bahia no seu Ministério. Depois das demissões dos baianos Mário Negromonte (Cidades),  Afonso Florense (Reforma Agrária), José Sérgio Gabrielli (Petrobrás) e Orlando Silva ( Esportes) , a Bahia não possuía um nome de destaque na equipe de Dilma.
César Borges iniciou sua carreira política como Chefe de Gabinete do Secretario de Indústria e Comércio, Álvaro Fernandes da Cunha, em 1981, sendo governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães.  Depois se elegeu deputado estadual e governador da Bahia, no período de 1999 a 2002, em função da prematura morte do Deputado Luiz Eduardo Magalhães, falecido durante a campanha eleitoral. Ao lado de Otto Alencar, atual vice-governador da Bahia, integra um seleto grupo de políticos ligados ao carlismo, grupo que dominou a política baiana por mais de 40 anos.
A posse do novo ministro dos Transportes, César Borges, praticamente sela o apoio do PR à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. O partido se empenhou em dar mostras de união, tentando afastar rumores de que a bancada de deputados da sigla não aprovava o nome de Borges para o cargo, e a própria Dilma fez referência direta ao assunto.
A presidente disse que a posse de Borges "consolida a participação do PR na nossa coalizão de governo" e classificou essa aliança como "muito importante".
"O partido está unido", frisou o deputado Anthony Garotinho (RJ), líder do PR na Câmara. Segundo ele, o nome do novo ministro agrada a todos na bancada e "é óbvio" que compromete o partido com a reeleição de Dilma, mas há uma ressalva a ser feita: a aliança no âmbito federal, entre PR e PT, não vale automaticamente para os palanques estaduais.
Garotinho e Alfredo Nascimento, presidente do partido e seu líder no Senado, circundaram Borges na solenidade de posse, no Palácio do Planalto, e na cerimônia de transmissão de cargo, no Ministério dos Transportes. Em uma demonstração de que se esforçará em harmonizar a sigla, o novo ministro elogiou efusivamente a gestão de seis anos de Nascimento na pasta, motivando aplausos na plateia. Borges disse então que os aplausos "corrigem a grande injustiça" feita com a demissão do ex-ministro, em 2011, em meio ao que ficou conhecido como "faxina ética" de Dilma. Quase 30 funcionários de alto escalão do ministério foram afastados.
Ainda não está claro, nem mesmo para o próprio PR, se a sigla recuperou a pasta de "porteira fechada". Garotinho disse que a presidente orientou Borges a fazer, em 20 dias, uma avaliação do desempenho de suas duas autarquias: o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a estatal Valec.
"Vamos ver as necessidades que o ministério tem e a dinâmica de que ele (Borges) precisa para exercer o seu trabalho", acrescentou o deputado Lincoln Portela (PR-MG). Dilma disse que o novo ministro terá "um time muito mais afinado" nas duas autarquias "no início do meu governo". Borges evitou se comprometer com a permanência definitiva de seus dirigentes, mas também não fez nenhum movimento para substituir os atuais ocupantes dos cargos - o general Jorge Fraxe no Dnit e o engenheiro Josias Sampaio Cavalcante na Valec.
Apesar de ex-senador e ex-governador da Bahia, Borges evitou o rótulo de ministro político, apenas. "Sou político, mas também sou técnico. Sou engenheiro e tenho experiência na área. Não há por que uma coisa de distanciar da outra", afirmou.
O ex-ministro Paulo Passos, que se filiou ao PR quando era secretário-executivo de Alfredo Nascimento, continuará com atuação importante. Dilma assinou ontem mesmo sua indicação para o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que será responsável pelas megalicitações de rodovias e ferrovias à iniciativa privada, além do leilão do trem-bala entre Rio, São Paulo e Campinas. Desde a saída do economista Bernardo Figueiredo, que teve sua recondução ao comando da ANTT vetada pelo Senado no início do ano passado, a agência vem alternando chefias provisórias. Três dos quatro diretores atuais são interinos e aguardam sabatina.
*Valor Econômico

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