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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Inteligência dos EUA desafia Trump sobre ciberataques


Valor Econômico
Autoridades do setor de inteligência dos Estados Unidos rejeitaram as negações de Donald Trump sobre interferência do governo russo nas eleições americanas, evidenciando um confronto entre os órgãos de inteligência americanos e o presidente eleito, duas semanas antes de sua posse na Casa Branca. 
O diretor nacional de Inteligência, James Clapper, disse estar "ainda mais convencido" de que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ciberataques contra democratas durante a campanha eleitoral de 2016, contradizendo Trump, que nega qualquer envolvimento de Moscou nas eleições americanas. 
Clapper disse ter um alto nível de confiança no fato de que o governo russo invadiu os e-mails de instituições do Partido Democrático e de membros da equipe de Hillary Clinton, além de ter disseminado notícias falsas às vésperas da eleições de 8 de novembro. 
Em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado americano, Clapper disse que o entendimento do corpo de inteligência nacional "é ainda mais conclusivo do que era" em 7 de outubro, quando o governo de Barack Obama acusou publicamente a Rússia de interferir nas eleições. 
Ele afirmou, no entanto, que o motivo que levou russos a promoverem os ciberataques serão divulgados nas próximas semanas. 
Apesar de se dizer um "grande fã" das agências de inteligência, Trump tem questionado o trabalho dos órgãos de inteligência e as evidências sobre a interferência russa nas eleições americanas e na campanha de Hillary, ex-secretária de Estado americana. Mike Pence, vice de Trump, defendeu o presidente eleito das críticas que vem recebendo e elogiou o que chamou de "ceticismo saudável" do futuro presidente  americano. 
Para Clapper, no entanto, "há uma diferença entre o ceticismo saudável e o descrédito". Congressistas democratas e republicanos estão cautelosos em relação aos elogios que Trump faz ao presidente russo, Vladimir Putin, e dos esforços que podem ser feitos para diminuir as diferenças entre EUA e Rússia.
A audiência de ontem na Comissão de Serviços Armados do Senado, presidida pelo senador republicano John McCain, um dos maiores críticos à Rússia dentro do Congresso americano, foi a primeira de uma série de sessões na Casa sobre evidências de que a Rússia buscou influenciar a campanha eleitoral. "Todo americano deveria ficar alarmado com os ataques da Rússia em nossa nação. Não existe interesse de segurança nacional mais vital para os EUA do que a habilidade de realizar eleições livres e justas sem interferências estrangeiras", afirmou McCain. 
Segundo Clapper, a ação dos hackers russos não influiu no número de votos. Ele afirmou, porém, que os EUA não vivenciaram nada "tão dirabilidade de realizar eleições livres e justas sem interferências estrangeiras", afirmou McCain. Segundo Clapper, a ação dos hackers russos não influiu no número de votos. Ele afirmou, porém, que os EUA não vivenciaram nada "tão direto ou agressivo" no processo eleitoral como neste caso.

Clapper, que deixa o posto no dia 20, quando Trump toma posse na Casa Branca, prestou depoimento juntamente com outras duas autoridades da área de inteligência: o almirante Mike Rogers, diretor da Agência de Segurança Nacional, e Marcel Lettre, secretário-adjunto de defesa para inteligência. Eles não disseram o que fez as agências de inteligência  suspeitarem de que a Rússia estava por trás dos ataques, mas afirmaram que diversas empresas privadas de cibersegurança chegaram à mesma conclusão. 
Moscou nega as acusações. Na semana passada, o presidente Barack Obama ordenou a expulsão dos EUA de 25 russos suspeitos de serem espiões e impôs novas sanções a duas agências de inteligência russas russas que estariam envolvidas na invasão de e-mails de grupos políticos, como os do Comitê Nacional Democrata. 
Documentos do comitê e do chefe da campanha de Hillary, John Podesta, foram vazados na internet antes da eleição. Autoridades de inteligência dos EUA afirmaram que os ciberataques russos tinham como objetivo ajudar Trump e minar Hillary.
Anteontem, Trump endossou por meio do Twitter uma afirmação de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, de que "um garoto de 14 anos poderia ter invadido [o e-mail de] Podesta" e acusou o Comitê Democrata de ser negligente.








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