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terça-feira, 14 de março de 2017

Para Dilma, há risco de eleição ser adiada

Assis Moreira / Valor Econômico
A ex-presidente Dilma Rousseff denunciou ontem, diante de uma plateia internacional, em Genebra, o "risco imenso" de as forças hoje no poder tentarem impedir nova eleição de Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ela, lidera com 38% as pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial de 2018. Segundo Dilma, isso poderia ocorrer por três meios: "Podem tentar condenar o Lula por duas vezes [o que impede sua candidatura]; podem mudar as regras da eleição presidencial, por exemplo com introdução do parlamentarismo; e terceiro, podem simplesmente adiar a eleição presidencial do ano que vem."Ela não mencionou em nenhum momento as acusações na justiça que pesam sobre o ex-presidente e familiares.A plateia na conferência sobre direitos sociais na América do Sul, realizada no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, era majoritariamente petista. Mas uma senhora levantou-se e afrontou todo mundo, dizendo que Dilma veio fazer campanha eleitoral, e não explicar o que deu certo ou não no país. Essa senhora foi vaiada e chamada de fascista.a, o "risco imenso" de as forças hoje no poder tentarem impedir nova eleição de Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ela, lidera com 38% as pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial de 2018. Segundo Dilma, isso poderia ocorrer por três meios: "Podem tentar condenar o Lula por duas vezes [o que impede sua candidatura]; podem mudar as regras da eleição presidencial, por exemplo com introdução do parlamentarismo; e terceiro, podem simplesmente adiar a eleição presidencial do ano que vem."
Ela não mencionou em nenhum momento as acusações na justiça que pesam sobre o ex-presidente e familiares.
Pouco antes, Dilma insistiu que "o que se quer é destruir e isso está sendo feito com o Lula". Exemplificou com uma apresentação do procurador Deltan Dallagnol apontando o ex-presidente como o chefe de "organização terrorista", num erro, quando queria falar "organização criminosa".
Também cometeu outro "lapso", como definiu, quando falou que a América Latina está sofrendo uma "grande deterioração sexual", quando queria dizer "social".
Para ela, apesar da "perseguição aberta", Lula tem chances de em grande parte corrigir o "golpe" que afirma ter sofrido.
Dilma Rousseff acusou o governo de Michel Temer de praticar agora um "golpe social e democrático", dizendo que seu ex-companheiro de chapa está desmontando programas sociais e "retirando os pobres do orçamento". Dilma reclamou ser absurdo congelar as despesas por 20 anos, quando o país tem enorme desigualdade.


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