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terça-feira, 9 de abril de 2013

Dilma ajuda Eike

O governo da presidente Dilma Rousseff trabalha para ajudar a restaurar a confiança do mercado no conglomerado empresarial de Eike Batista, que atravessa um período de grandes dificuldades. Segundo uma autoridade do Palácio do Planalto, o governo acredita que o principal desafio do Grupo "X" não é financeiro, mas sim de desconfiança perante os investidores. Para melhorar essa situação, o governo tenta assegurar a demanda no Porto de Açu, um dos empreendimento do empresário localizado no litoral do Estado do Rio de Janeiro.
As ações das empresas "X" voltaram a registrar perdas na bolsa de valores ontem. Mas o desempenho das companhias melhorou sensivelmente depois que o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, noticiou a disposição do governo em ajudar a holding. No Palácio do Planalto, a avaliação é que Eike Batista não "vendeu sonhos" em relação ao Porto do Açu. Ele teria sido prejudicado por investidores estrangeiros que não cumpriram acordos fechados em relação ao empreendimento, disseram auxiliares próximos da presidente. O sócio chinês desistiu e a sócia alemã enfrenta problemas financeiros.
O primeiro movimento do governo para ajudar Eike Batista foi a gestão para tentar transferir, do Espírito Santo para o Porto do Açu, um estaleiro da Jurong, de Cingapura. A gestão, atribuída ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, naufragou. E causou um mal estar entre a administração Dilma, o governo capixaba e os parlamentares do Espírito Santo que integram a base aliada. Um dos críticos da iniciativa foi o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.
Um dos desejos de Eike é que a base logística da Petrobras relacionadas à exploração do pré-sal fique no Porto do Açu
Na sequência, a Petrobras foi acionada para iniciar negociações com o grupo. Agora, a estatal avalia quais os ganhos que pode ter com a operação. No governo, acredita-se que os poços de petróleo controlados pelo grupo de Eike Batista, o EBX, podem servir de moeda de troca. É cogitada uma troca de ativos entre a Petrobras e a OGX, empresa do grupo que atua no setor de petróleo.
Neste caso, avalia o Palácio do Planalto, uma eventual decisão da Petrobras de operar no Porto do Açu não provocaria uma crise política. Isso porque parte das operações da estatal no Rio mudaria de local, mas não de Estado.
Em março, o Valor informou que Batista desejava a instalação no Porto do Açu, no norte fluminense, de toda a base logística da Petrobras para as operações relacionadas à produção do petróleo da camada pré-sal. Assim, segundo os planos do empresário, a estatal seria a "âncora" do porto.
Eike integra o seleto grupo de empresários que mantêm contatos diretos com a presidente Dilma Rousseff. É também próximo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de janeiro, por exemplo, Lula visitou as obras do Porto do Açu acompanhado do empresário. O projeto fica no município de São João da Barra.
Batizado por Eike Batista de Superporto do Açu, o empreendimento terá 17 quilômetros de píer e poderá receber 47 embarcações de grande porte. A previsão é que o porto - que receberá investimentos de R$ 4 bilhões e tenta atrair uma série de empresas para sua retroárea -, movimente 350 milhões de toneladas por ano. O início das suas operações está previsto para este ano.
Fonte:Valor Econômico/Fernando Exman e Mauro Zanatta | Brasília

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